Gestão de resíduos

resíduo na construção civil

Gestão de resíduos na construção civil

Resíduos da construção civil são um dos maiores causadores pela produção de lixo no mundo inteiro. Um fato que pode se tornar um grande problema ambiental se não tiver a administração correta.

Fragmentos de argamassa e entulhos são coisas diferentes, mas são definidos de uma única maneira: sobras das construções.

Saiba mais sobre administração de resíduos da construção civil nesse blog.

O que é administração de resíduos?

A administração de resíduos é uma fase fundamental da organização, principalmente por conta do enorme volume aglomerado no fim da obra.

Esses restos são chamados de Resíduos da Construção e Demolição ou Resíduos da Construção Civil (RDC OU RCC). As siglas representam todos os restos da obra que não são utilizados e se transformam em resíduos.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é o órgão que se responsabiliza pela resolução 307, de 05 de junho de 2002. Essa documentação estabelece obrigações legais relacionadas à gestão de materiais que excederam para construtoras.

A legislação estabelece orientações, medidas e processos para a administração de resíduos na construção civil. Sofreu mudanças nos anos de 2004, 2011, 2012 e a mais recente mudança foi no ano de 2015.

Pela Resolução 307/2002

Classificação dos resíduos da construção civil

Existem dois tipos de classificação de entulhos gerados nas obras. Uma é a Resolução 307/2002 e suas variações, que organiza os resíduos da construção civil de acordo com a classe da obra (A,B,C e D). Outra classificação é da norma ABNT NBR 10004:2004, que divide os materiais de acordo com o seu risco (I, II, III A e II B).

Esse tipo de regulamentação também altera requisitos de acondicionamento, transporte, tratamento e destinação final. Com base na cartilha do Sinduscon-MG, são elas:

  • Classe A: reformas de pavimentação, resíduos recicláveis ou reutilizáveis,  obras de infraestrutura, processo de fabricação ou demolição de peças pré-moldadas.
  • Classe B: resíduos recicláveis para outras finalidades, tais como papelão, metais, madeiras, gesso, plásticos e papel.
  • Classe C: resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação.
  • Classe D: restos perigosos que estão contaminados ou que são prejudiciais à saúde, como: tintas, materiais que contenham amianto, óleos, solventes etc.

Norma ABNT NBR

  • Classe I: equipamentos que sejam perigosos, inflamáveis, corrosivos, reativos, tóxicos, patogênicos ou que constem nos anexos A ou B da norma.

 

  • Classe II: lixos que não condizem com a classe I, contudo podem ser combustíveis, solúveis em água, biodegradáveis e esses códigos constam no anexo H da norma.

 

  • Classe II A: utensílios que não são perigosos, com propriedades biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água.

 

  • Classe II B: entulhos que, quando amostrados de forma representativa e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura ambiente, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor , turbidez, dureza e sabor

 

Processos de reutilização e reciclagem

A classificação dos resíduos da construção civil dita os tipos de cuidados que devemos ter com esses materiais.

Classe A

Resíduos Classe A são resultados das etapas de fundação, estrutura, vedação e acabamento. Eles devem ser reutilizados ou reciclados. Podem também ser levados a aterros e guardados para uso futuro.

Classe B

Resíduos de classe B podem ser segregados na obra, para então serem encaminhados a áreas de armazenamento temporário até seu destino final.

Dependendo do tipo dos elementos, podendo ser madeira, gesso, vidro, plástico, papel, papelão ou metal, o acondicionamento inicial é feito em pilhas ou fardos.

Classe C

Entulhos da Classe C exigem condições adequadas até o momento do transporte.

Classe D

Os materiais da Classe D precisam de logística apropriada até o momento da coleta, também com destinação definida de acordo com as leis.

Portanto, os materiais perigosos em embalagens, instrumentos, materiais auxiliares, uniformes e acessórios de proteção pessoal devem ser manuseados com cuidado e armazenados em recipientes separados.

A construção civil e o meio ambiente

Fazendo de jeito certo o manuseio e o gerenciamento dos resíduos na construção civil, não só diminui o desperdício, como também tem cumprido com o papel ecológico.

O SENAI em parceria com o SEBRAE fez um estudo de gestão de resíduos na construção civil, onde mostra que a construção é responsável por 50% do gás carbônico lançado na atmosfera.

Segundo o estudo, isso faz com que o segmento seja um dos vilões ambientais.

“Os impactos ambientais, sociais e econômicos gerados pela quantidade expressiva do entulho e o seu descarte inadequado impõem a necessidade de soluções rápidas e eficazes para a sua gestão adequada. Daí decorre a prioridade de uma ação conjunta da sociedade — poderes públicos, setor industrial da construção civil e sociedade civil organizada — na elaboração e consolidação de programas específicos que visem à minimização desses impactos. As políticas ambientais relacionadas ao tema devem voltar-se para o adequado manuseio, redução, reutilização, reciclagem e disposição desses resíduos. (CASSA et al, 2001)”

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